O Cinema-Teatro

O Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida é o principal equipamento cultural do Montijo e uma peça central da história da cidade. O seu nome é mais antigo do que o edifício: nasce nas primeiras décadas do século XX — atribuído, segundo as fontes disponíveis, por volta de 1911 — e atravessa três salas diferentes ao longo de mais de um século.

O edifício que hoje conhecemos foi construído entre 1953 e 1956, com projeto do arquiteto Sérgio Gomes, no terreno da antiga Praça de Touros e por iniciativa de quatro empresários montijenses. Inaugurou a 20 de outubro de 1957 e cedo se afirmou como casa de cinema e de teatro. Depois de 34 anos de vida, encerrou em 1991.

Adquirido pelo Município no final da década de 1990 e profundamente requalificado, reabriu ao público a 14 de agosto de 2005, Dia da Cidade, com um concerto de Rodrigo Leão. Está classificado como Imóvel de Interesse Municipal desde 2009 e integra, desde 2021, a Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.

Hoje, é ao mesmo tempo casa de espetáculos e auditório cívico do concelho — um lugar onde o cinema, o teatro, a música, a dança e a comunidade se encontram.

Missão e Visão

Visão

Tornar o Cinema Teatro num polo cultural de referência nas redes nacionais e internacionais de circulação de espetáculos através de planos de colaboração, intercâmbio e coprodução que promovam a criação artística, o acesso às artes performativas e a participação ativa da comunidade na vida cultural do município.

Missão

Fomentar a criação, produção e difusão das artes performativas, proporcionando uma programação diversificada e acessível, num espaço inclusivo, inovador e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade mais crítica e exigente, mais interessada, e participativa na vida da comunidade reforçando o sentimento de pertença e identidade local.

Linhas Orientadoras

Os princípios que orientam a programação do Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida e o seu trabalho com a comunidade.

  1. Acesso democrático à cultura

    Uma casa aberta a todos, com preços acessíveis, descontos e gratuitidade até aos 12 anos: o acesso à cultura é um direito, não um privilégio.

  2. Programação diversificada e exigente

    Teatro, música, dança, cinema e artes visuais ao longo de todo o ano, para todas as idades, cruzando artistas consagrados com novas linguagens.

  3. Um teatro no território

    Chegar a todo o concelho, urbano e rural, com atividades fora de portas, presença nas escolas, transporte de grupos e projetos nas freguesias mais afastadas.

  4. Do acolhimento à criação

    Além de receber espetáculos, acompanhamos a criação com coproduções, residências artísticas e ensaios abertos, mostrando o processo e não apenas o resultado.

  5. Artistas emergentes e criação local

    Dar palco e condições, técnicas, logísticas e de comunicação, a criadores, companhias, associações e escolas artísticas do Montijo e da região.

  6. Mediação e programação participada

    Conversas, oficinas, serviço educativo e projetos com a comunidade, com espetáculos escolhidos em conjunto com escolas, associações e grupos de espetadores.

  7. Inclusão, acessibilidade e sustentabilidade

    Melhoria contínua das acessibilidades físicas e intelectuais, sessões adaptadas e uma programação comprometida com a igualdade, os direitos humanos e o ambiente.

  8. Rede, circulação e cooperação

    Trabalho permanente na RTCP, na ARTEMREDE e noutras redes, para partilhar recursos, coproduzir e fazer circular obras a nível nacional e internacional.

  9. Memória, património e identidade

    Preservar e dar a conhecer o edifício, a sua história e o legado do ator Joaquim de Almeida, ligando a memória da casa à vida cultural de hoje.

  10. Proximidade e afetos

    Um ambiente acolhedor e informal, onde a conversa depois do espetáculo conta tanto como o espetáculo: em tempos de individualismo, escolher a partilha e a empatia.

Retrato de Joaquim de Almeida com a sua assinatura

Joaquim d` Almeida, o Patrono

O Cinema-Teatro deve o seu nome a Joaquim d` Almeida (Aldeia Galega do Ribatejo, hoje Montijo, outubro de 1838 – Lisboa, 1921), um dos grandes atores portugueses do século XIX. Figura do Teatro Nacional D. Maria II e dos principais palcos do seu tempo, atuou em Portugal, nas ilhas e no Brasil, e chegou a ser o ator mais bem pago da sua época. A rua onde nasceu recebeu o seu nome ainda em vida — distinção única na toponímia montijense.

Espaços

Sala Principal

643 lugares divido por (plateia e três balcões), incluindo 4  lugares para mobilidade reduzida e respectivos acompanhantes. Palco à italiana, com boca de cena de 11 m de largura e 9,5m de profundidade ao centro. Equipada com Cinema digital DCP laser 4K e som 7.1 Dolby Digital.

2º Foyer

O 2.º Foyer, um espaço versátil, utilizado para Cafés – Concertos, formações, receções, lançamentos de livros e ainda atividades para bebés e crianças.

Espaço Serviço Educativo

O 3.º Foyer, acolhe oficinas, ateliers e atividades criativas regulares para os públicos mais novos.

Cafetaria

A cafetaria completa o edifício com um espaço para exposições, um local para viver muito além dos dias de espetáculo.

balcao

Locação e Cedência

O Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida disponibiliza os seus espaços a entidades e agentes culturais — para espetáculos, ensaios, conferências, formações, gravações e outros eventos. Consulte as condições de cedência e o dossier técnico da Sala Principal.

Equipa

Um teatro não são apenas as suas paredes, nem tão pouco os espetáculos que apresenta. Um teatro são, sobretudo, as pessoas que o fazem acontecer.

Do palco à bilheteira, da coordenação às equipas, da produção à mediação, da direção artística à equipa técnica, são muitas as pessoas que, todos os dias, trabalham para transformar o Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida num lugar de encontro entre artistas e públicos, entre a memória e o futuro, entre o Montijo e o mundo.

Por detrás de cada espetáculo, de cada público que entra nesta casa e de cada momento vivido nesta sala, existe uma equipa que prepara, coordena, resolve, acolhe e faz acontecer.

São essas pessoas que dão alma à casa.

E é através delas que o Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida se afirma não apenas como um espaço de apresentação de espetáculos, mas como uma verdadeira casa de cultura, de encontro e de comunidade.

TUTELA / Presidente da Câmara Municipal do Montijo: Fernando José Gouveia Caria · Vice-Presidente, com o Pelouro da Cultura: Ilídio Massacote 

DIREÇÃO

EQUIPA TÉCNICA

PRODUÇÃO E MEDIAÇÃO

COMUNICAÇÃO

Inês Rosado — ctja.comunicacao@mun-montijo.pt

SECRETARIADO

Carlos Martins — ctja@mun-montijo.pt

BILHETEIRA

Carlos Ramos · Emiliana Ribeiradio — ctjabilheteira@mun-montijo.pt

Câmara Municipal do Montijo
República Portuguesa
Direção-Geral das Artes
Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses
Artemrede, Teatros Associados
Cinema Teatro Joaquim d'Almeida
Visão Geral

Este sítio utiliza cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Os cookies necessários são essenciais ao funcionamento do site e ficam sempre ativos. Utilizamos também cookies de estatística e de terceiros, que só são guardados com o seu consentimento e que pode recusar ou configurar. Saiba mais na nossa Política de Privacidade e Cookies.