O Cinema-Teatro deve o seu nome a Joaquim de Almeida (Aldeia Galega do Ribatejo, hoje Montijo, outubro de 1838 – Lisboa, 1921), um dos grandes atores portugueses do século XIX.
Nascido no Montijo, foi figura do Teatro Nacional D. Maria II e dos principais palcos do seu tempo. A rua onde nasceu recebeu o seu nome ainda em vida — distinção única na toponímia montijense.
Nota: não confundir com o ator contemporâneo Joaquim de Almeida (n. 1957), conhecido internacionalmente. São pessoas distintas.
O Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida é muito mais do que uma sala de espetáculos. Dispõe de um Espaço do Serviço Educativo próprio, promove oficinas e ateliers e desenvolve atividades regulares para bebés, crianças e famílias.
A relação com a comunidade e com as escolas é estrutural: da MONSTRINHA — a secção infantil do festival de animação MONSTRA — às parcerias com o Conservatório Regional das Artes do Montijo e com companhias e associações do concelho.
Um trabalho de mediação que aproxima os públicos das artes e faz do Cinema-Teatro um espaço de todos.
Em novembro, o Cinema-Teatro dedica-se ao Mês do Cinema, com uma programação intensa de estreias e clássicos para todas as idades.
Entre os destaques, «A Odisseia», de Christopher Nolan, a par de filmes de animação para os mais novos, do ciclo de Cinema Português e de sessões para a comunidade educativa.
O cinema mantém-se a 3 €, agora com projeção laser 4K e som Dolby 7.1.
Outubro traz ao Cinema-Teatro duas das vozes mais marcantes da música portuguesa atual.
A 4 de outubro, Capicua apresenta «Um gelado antes do fim do mundo», o espetáculo do seu mais recente disco, entre a palavra dita, a voz cantada e o rap.
A 10 de outubro, é a vez de Milhanas, jovem cantora e compositora nomeada aos Globos de Ouro, reconhecida pela intensidade e pela poesia das suas canções.
A nova temporada do Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida abre a 12 de setembro com «Deixem o Pimba em Paz», de Bruno Nogueira, com Manuela Azevedo, Filipe Melo, Nuno Rafael e Nelson Cascais.
Um espetáculo que reinterpreta, com humor e irreverência, o repertório popular português, e que dá o mote para uma temporada que cruza música, cinema, teatro, dança e propostas para toda a família.
Bilhetes à venda na Ticketline e na bilheteira do Cinema-Teatro.
Em 14 de agosto de 2025, Dia da Cidade, o Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida assinalou 20 anos sobre a sua reabertura, ocorrida em 2005 com um concerto de Rodrigo Leão.
As comemorações incluíram a exposição «Vinte Anos de Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida: Uma Memória Encena» e o restauro do grupo escultórico exterior — cinco figuras em bronze que evocam as artes, junto à entrada do edifício.
Duas décadas depois, o Cinema-Teatro afirma-se como casa de espetáculos e auditório cívico do Montijo, ao serviço da comunidade e da criação artística.
A Direção-Geral das Artes (DGARTES) vai apoiar a programação do Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida com 100 mil euros por ano, ao longo de quatro anos — um total de 400 mil euros entre 2026 e 2029.
A candidatura do Município do Montijo foi avaliada em 73,78%, um reconhecimento do trabalho de programação e do papel do equipamento nas redes nacionais de circulação de espetáculos.
O apoio reforça a aposta numa programação diversificada e acessível, que cruza o cinema, o teatro, a música, a dança e as propostas para famílias.
O Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida modernizou o seu equipamento de cinema. Com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de 150 mil euros, a sala passou a contar com projeção digital DCP com laser 4K (4096×2160) e som 7.1 Dolby Digital.
Na prática, isto significa mais nitidez, mais contraste e um som mais envolvente em cada sessão — seja num clássico, numa estreia ou no cinema para os mais novos.
A programação de cinema mantém-se a 3 €, com ciclos regulares de cinema português, de fantasia, comédia e drama, de ficção científica e terror, e sessões para famílias.